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21 de set. de 2010

Londres-Paris-Brasil

Londres... Assim como Paris muita expectativa em cima de uma cidade.  Tudo bem que foram sete dias, e sete dias corridíssimos, mas a sensação inicial foi parecida como a de quando cheguei em Paris. É uma cidade normal, bagunçada, trânsito infernal, pedintes aos montes, pessoas correndo para lá e para cá e para ajudar chegamos lá num dia de greve... CAOS!

Sou da Grande São Paulo (Osasco), mas mesmo assim (ou talvez por isso mesmo) detesto cidades grandes (pelo menos para morar). Nesse ponto Paris me agradou e hoje agrada muito mais (após 3 meses e da “Paris desmitificada”, gosto muito daqui). Londres me lembrou muito SP! Cinza, caótica, apressada... Uma cidade que funciona 24h por dia... Bem diferente de Paris, que começa a acordar às 9h e vai dormir 23h... Que respeita férias e feriados! Hehehe Mas para quem ama cidades grandes, Londres é o paraíso... E ainda mantém os patrimônios históricos (o que infelizmente não há no Brasil como aqui) e você também tropeça em museus... E melhor: gratuitos!

Houve dois pontos em Londres que me agradaram muito: os museus e os famosos “pubs”. Os museus são fantásticos. Impossível fazer jus aos mesmos apenas descrevendo-os ou mostrando fotos. Sou difícil de me impressionar e ficar deslumbrada na maioria das vezes, mas quando entrei no Natural History Museum me senti uma verdadeira criança diante do presente dos sonhos... Não tem como descrever. Talvez o meu “embasbacamento” tenha sido maior por eu ser bióloga e ainda uma fissurada em dinossauros, mas mesmo assim o museu deslumbra. E não bastando a exposição fazer isso o meu local de trabalho lá por uma semana, também me deixou com o queixo no chão. Excelente!  Não sei se ainda entro em algum museu e fico assim... Digo que após todo o estresse de chegar em Londres foi compensado por conhecer o museu e provar o famoso “fish and chips” (filé de peixe frito acompanhado de batata frita, molho tártaro e purê de ervilhas) – isso porque eu nem sou a maior fã de peixe.

Sim, houve um enorme estresse para entrar em Londres.  Chegamos bem antes do pedido na estação de trem aqui em Paris, mas assim que chegamos na “mocinha” da imigração inglesa foi absurdo o estresse que ela causou. Não vale a pena me prolongar com a encheção de s***o que ela nos causou, mas realmente eles implicam com brasileiros, especialmente mulheres.  E não importa se você tem TODOS e mais alguns documentos para justificar sua ida lá e comprovar que você não pretende ficar lá. Resumindo: ela nos liberou faltando um minuto para o trem sair (o qual é de pontualidade britânica!), não havia sinalização de qual era o nosso vagão e graças ao franceses gentis (realmente Inglaterra e França é como Brasil e Argentina, mas pior!) nós entramos nos vagões iniciais antes do trem partir e nos dirigimos para o nosso vagão por dentro do trem. A partir desse dia peguei birra dos ingleses e me tornei francesa desde criancinha! Hahaha Brincadeira... Na verdade nem tão brincadeira assim... Precisei de uns dias para conhecer uns ingleses legais para deixar de ser tão inflexível. ^^ Mas o pessoal do museu foi muito gente boa e na cidade como um todo também. Mas eles não gostam de franceses mesmo!!! J


Ah, sem querer, no domingo, vimos a famosa “Troca da Guarda”. Nossa, que negócio mais londrino! De fato, o estereótipo de Londres não é só estereótipo. Os londrinos são bem londrinos. E não tem como não lembrarmos vááárias vezes do Monty Python lá. É mesmo o reflexo do humor londrino! J

E para não abandonar a França, por acaso (nem tão por acaso assim, uma vez que a escolha do albergue foi um muito próximo do museu) ficamos num bairro “francês” em Londres. Só não foi tão legal porque o albergue era muito ruim. Atendentes grossos e mal educados, vizinhos barulhentos e bedbugs (são hemípteros, para quem não conhecem podemos dizer que são “mini” parentes dos Barbeiros, difíceis de ver, que picam durante a noite e as feridas aparecem só depois de alguns dias... E coçam muito) nas camas.

Foi muito bom retornar para a França! Foi como chegar em casa! Foi engraçado.

Chegando a Paris agora, as últimas arrumações no museu, uma sensação esquisita de ansiedade por voltar e já de saudades daqui. Aprendi a gostar daqui.

No hotel (saímos do nosso Studio e estamos passando os últimos dias aqui num hotel familiar) conhecemos duas brasileiras, a Malu e a Morgana, que vieram de Londres no mesmo trem que nós e só conhecemos dois dias depois no hotel!!!  Saímos para ver a torre Eiffel iluminada, conversar e tomar um chocolate quente/cerveja num restaurante espanhol perto do hotel.  Elas estão fazendo um mochilão e fizeram um blog (http://moremalumochilandoeurotrip2010.blogspot.com/) onde contam as experiências ao redor da Europa! Foi um encontro muito divertido!

Nesse fim de semana foram os últimos passeios, coisas simples para dizer tchau à Paris. Andamos de barquinho no Sena, comemos baguete, fotografamos (de novo) o fim de tarde no Louvre... Tem horas que bate a ansiedade de ver a família e os amigos... Mas também tem horas que bate a vontade de ficar aqui só “mais um pouquinho”... J

Hoje encontrei dois brasileiros, um casal de Blumenau, Santa Catarina, e ajudei os dois a pedirem o café da manhã deles. Aí eles me confidenciaram que estão bastante decepcionados com Paris... A cidade é suja, o metrô fede e é velho, há pedintes aos montes, no geral os franceses são estúpidos e eles estão em Montmartre, que não é um bairro tão tranqüilo para se morar... Muitos imigrantes, muitos pedintes e muitos turistas (é o bairro da Sacre-Coeur, do Moulin Rouge, da Amelie Poulain e das lojinhas de souvenirs mais em conta). Aí conversei um tantinho com eles, sugeri uns passeios que os turistas de uma semana geralmente não fazem e falei que tinha a mesma impressão daqui no começo... Conversamos um tanto, foi legal. Aí, já atrasada para chegar ao museu me despedi deles (com abraços! A quanto tempo isso não acontecia! Aqui na França quanto muito dois beijinhos – o abraço é muito contato! -  e em Londres as mãos e olhe lá! J) e eles me agradeceram por essa “nova perspectiva de Paris”. Acho que Paris me deve uma! Hehehe J

Bom, acho que as próximas novas serão aí pelo Brasil mesmo. Hoje Paris tem um belo céu azul, colorindo um dia ensolarado e de clima ameno. E que venha o céu cinza de Osasco e o calor de Ribeirão! J

Beijos e saudades!

23 de jul. de 2010

Bonjour Brésil!


Bom, essa semana completamos um mês aqui! Mês com semanas longas, semanas curtas...Tudo de acordo com uma série de variáveis... Aquela velha história “nossa, como o mês passou rápido!”, “já estamos em agosto, o ano acabou!”, e outras frases similares... Na verdade não é o “tempo que passa rápido”, mas sim para o que e como damos atenção para cada dia de nossas vidas...

Por exemplo, em dias que a saudade daí bate bem forte, como os dias rendem... Passam bem lento... A semana parece um mês, e ainda só passou um mês... Mas quando você está no museu desesperada com as milhares de caixas de mosquito que ainda tem que ver, os dias voam e  passou um mês! Pois é... Loucuras nossas, seres humanos, que quiserem ter a noção de Tempo! J

Mas tem sido assim, as semanas bem comuns, metrô, trabalho, baguete (ou qualquer outro tipo de pão no almoço), trabalho, mêtro, casa (e alguma aventura no jantar como você podem observar nas fotos), internet (e-mail, skype, msn para família, trabalho, amigos, museus e outros...)... De vez em quando até rola uma TV pela internet! Pois é, mesmo reclamando sempre, bate uma saudade até de ouvir o barulhinho da TV daí de vez em quando... As pequenas coisas da vida... hahahaha

Aliás, reclamar! Vocês acreditam que reclamamos até em Paris? É, reclamar é outra coisa inerente da condição humana.  Acho que na maioria das vezes nós (e incluo todos nós) reclamamos mais por reclamar, virou hábito... Uns mais outros menos... Às vezes me pego reclamando e vejo como é chato e sem propósito (na maioria das vezes!). E aí vem outra contradição... Não reclamamos dos ônibus em Ribeirão, não reclamamos dos políticos em que votamos e não cumpriram o que prometeram (quando lembramos em quem votamos), não reclamamos dos péssimos professores das nossas escolas e universidades... Reclamamos muito e reclamamos nada.

Vou tentar ‘reclamar’ pouco hoje e clamar algumas belezas e peculiaridades de Paris... Como simples observadora, sem reclamações! Hehehe

As semanas, como já disse, são uma rotina. Afinal, subir pouco mais de 100 degraus só para chegar à nossa casa cansa (sem contar todas as escadas dos metrôs!). Mas tentamos nos fins de semana ir além do nosso trivial semanal.

Da última vez fomos conhecer as grandes galerias. Nada parecido com os nossos shoppings. São grandes prédios (mais de um, divididos por setores: perfumaria, roupas, casa...), de vários andares, com espécies de stands de grandes marcas tudojuntomisturado! Sim, imaginem eu, no meio de tanta roupa e acessórios! Perdida! Mas com a companhia da minha acessora de moda, Priscila Okano, sobrevivi e me diverti bastante. Vimos e pegamos naquelas roupas (simples, nada de vestidos de gala ou ternos italianos) de 500, 600, 700 euros (elas existem, tem um bom acabamento, mas são roupas normais ora!), bolsas às vezes mais caras que as jóias da Tiffany  (exceto por alguma coisa lá que custava 13,000 euros, nem lembro o que era...). Todas as pops e grandes marcas lá, como se fosse um feirão... E pessoas de todos os tipos fazendo compras...  Algo muito legal... A pessoa vai lá, gasta 5000 euros numa comprinha e você nem faz idéia, pois ela não ostenta... Ainda mais eu, que não sei ver se é uma bolsa Chanel, um sapato não sei o quê e etc nem percebia... Só a Pri ia me dando as dicas... Comprar para si e não para os outros! Mantendo a personalidade! É assim que é legal! J

As galerias foram as Printemps e a Lafayette. Achei a Lafayette mais legal. Além de que o prédio é lindo! Não se era permitido tirar fotos, mas tiramos. Maravilhoso por dentro, valeu a pena só de entrar. Depois fomos conhecer uma loja de departamentos daqui... Aí sim, roupas de 5, 10, 20 euros... Muito mais acessível!!!! Hahahaha

Ah, nesse dia pegamos um ônibus para ver como é que é. Bem mais agradável que o metrô, mas trajetos bem mais restritos... Só para passear mesmo... Depois de todas essas lojas (foi um dia da Moda!) continuamos a andar, andar, andar... E chegamos ao Louvre! Ainda não entrei lá, mas nem precisa... Só o espaço aberto já um desbunde. Sentamos lá para descansar um pouco e molhar as mãos na fonte... Observar as pessoas, o céu... Ah, isso vale bem a pena... Aí, fomos para o Jardin des Tuileries , com uma vista linda... De lá nós vemos tudo de mais famoso em Paris... O Arc de Triomphe, o obelisco, a torre Eiffel, o musée d’Orsay, Notre Dame, a Opéra, e bem ao longe a Sacre-coeur. Sentamos na graminha para termos um momento “verão em Paris” (não vai rolar biquíni e nadar nas fontes gente! Hahaha Isso é demais para nós!) e fomos ao parquinho!!!! Andamos de roda-gigante e comemos crepe de Nutella! Bom, mas muito doce... E como não sou muito fã de doces, vai ficar só nesse mesmo!

Depois andamos mais e quando vimos! Quase 21 horas e sol a pino! Fomos correndo para casa, pois o mercado fecha às 20 horas e não tínhamos nada para o jantar!

Domingão visita à Notre Dame! Foi o dia que eu mais ouvi português nesse um mês! Muitos brasileiros! Aliás, muito tudo! E a fila gigante... Desistimos de entrar, fica para outro dia... Mas andamos no jardim, ao longo do Sena e chegamos até uma das unidades da Sorbonne, muito bonita, grande e imponente. Bem próximo fica o Museu da Idade Média, que fala por si... E fomos para casa... Afinal, depois de domingo vem a segunda-feira em qualquer lugar do mundo...

O calor já não está tão insuportável... Tem dias de chuva e faz um ‘friozinho’ bom... Mas nada que subir e descer escadas não esquente... E foi num desses dias, que eu vinha observando como os franceses não sorriem... Não se ajudam (isso é complicado... todo dia tem alguém de idade sofrendo para subir e descer essas escadarias e no máximo as pessoas reclamam que eles estão ‘atrapalhando’; pessoas com malas enormes; mães com filhos de colo e carrinho de bebê e ninguém ajuda! – um adendo, os franceses têm muitos filhos pequenos, e no mínimo três... será que existe um programa para eles terem mais filhos como houve na Itália?)... Aí fiquei pensando... Será que tem como saber quais são os países mais felizes? E chegando em casa, fui ver as notícias e a Forbes havia publicado naquele dia o resultado de uma pesquisa perguntando “Qual o país mais feliz do mundo?”! hahahaha Achei demais a coincidência! E lá fui eu confirmar minhas impressões: o Brasil é 12º país mais feliz do mundo enquanto que a França está como 44º colocado. Aí, depois de segundos de euforia fui investigar quais os índices que eles utilizaram. Não estava muito claro, mas além da situação financeira do país eles indagavam às pessoas sobre como elas se sentiam no geral vivendo em seus países (considerando felicidade, relacionamentos, patriotismo... Coisas mais subjetivas...). Enfim, em 12º ou em 44º lugar ou mais ou menos isso, nós sorrimos mais e nos ajudamos mais... Mesmo em São Paulo... ^^
Bom, por hoje é isso... Sempre tem muito mais a escrever, dizer, relatar... Mas sei que textos muito grandes tomam tempo e desencorajam...  J Mas preferi escrever em “pequenas” doses à chegar ao Brasil e mal conseguir lembrar do fiz no dia anterior!

Beijos e saudades!!!! 

22 de jul. de 2010

Paris, de nouveau!

Bonjour mes amis!!! Comment ça va?

Bom, aqui vai tudo muito quente, muito caro e muito empoeirado, hehehe, mas tudo bem. Meu corpo ainda dói e fico pescando a manhã toda aqui no laboratório ainda. Eu não acreditava nesse jetlag, mas olha que ele existe. Acho que ele foi agravado porque eu não consegui dormir na viagem (11h, dois filmes inteiros, um pela metade, vários joguinhos, CDs de músicas inteiros... e Nada!). Espero semana que vem estar bem. 
Paris é uma cidade muito bonita, muitos prédios muito antigos, poucos com um estilo “moderno”, mas uma cidade grande como todas as outras. Tem sujeira, pixação, pedintes e o metrô apesar de muito prático, grande e bastante funcional, é muito sujo! Mas as pessoas são bem mais educadas e silenciosas que aqui, apesar de que sempre se escuta um “à merd!” bem alto aqui e ali. Enfim, é normal, mas como bem disse a Pri, em Paris você está andando por uma ruazinha qualquer e de repente você “tropeça” na tour Eiffeil, no Arc du Triumphe, na Sacre-Coeur, naNotre-Dame, no Louvre... E sim, causa um impacto! J
As pessoas tomam sol em todas as graminhas da cidade e se banham em algumas fontes, de boa, como se fosse praia mesmo, biquíni, toalha... E almoçam nas praças, parques, nas cadeiras ou nas graminhas, não importa. Eu mesmo tenho almoçado assim. As boulangeriesvendem os sanduíches, baguetes, croissants, mas não tem mesinhas nem nada, aí você compra e vai comer no espaço aberto mais próximo. Até o MacDonalds é assim, claro que tem mesas, mas uma quantidade enorme de pessoas, especialmente os jovens, pegam as sacolinhas do MacDoe vão piqueniquear... Muito comum!
Falando em MacDo, temos algumas diferenças. Não temos o Cheddar MacMelt. Porquê? Porque todos os lanches são com queijo cheddar!!! E temos as batatinhas “Deluxe Potatoes” que são em formato de lua, um charme. Muita salada, água, suco... O MacDo aqui é mais saudável mesmo, mas ainda é Mac. E tem o café da manhã lá que vem 3 pãezinhos (um é croissant e os outros eu não sei) e uma bebida quente a sua escolha ou suco de laranja, muito bom! E barato! J Ah, eles tem um concorrente, o Quick... Tipo Mac, mas lanches maiores, mas não tão bom, só a salada que é muito boa.
Desde que cheguei (exceto terça pq os museus fecham) todo dia tem crianças, escolas famílias no museu, no Jardin des Plantes e no Zoo do museu. Incrível!!! Pena que aí não é assim...
Outra coisa que descobrimos aqui. Os preços são por idades: crianças, jovens e adultos. Não lembro exatamente os intervalos, mas até 26 anos você paga menos que adultos. Por um ano perdi essa mamata!
Turistas aos montes, orientais (só sei distinguir japoneses, os de outros países não), alemães e claro, brasileiros. Encontramos vários, 3 casais só na FNAC. Os orientais fazem fila nas lojas caras, tipo Louis Vuitton DiorLacoste etc e têm atendimento vip... Os “pedintes” que eu citei acima são na maioria mulheres muçulmanas, sempre vestidas de preto e olhando para o chão, é bastante incômodo de se ver... Parece que elas estão com vergonha... Continuando o tour pelo mundo, muitos indianos, muitos negros, muitos restaurantes africanos, parece que mesmo sendo considerada um dos países mais xenofóbicos a França não conseguiu evitar de ser um país repleto de nacionalidades (digo França mas me restrinjo a Paris). Inclusive vi muitos casais multi-etnícos e muitos casais com filhos adotados, é muito comum. Pais brancos com filhos negros e asiáticos e pais negros e filhos brancos e etc... Achei muito legal. Tá certo que estou aqui a poucos dias, mas reforço a minha idéia de que as pessoas falam demais do que não conhecem. Cada impressão é única. Tenho certeza que se cada um de vocês vier para cá, as impressões serão as mais diversas e nem por isso não verdadeiras.
Viajar pela Europa não é barato. É se for planejado com muita antecedência. Por exemplo, uma viagem para Portugal, você pode gastar 80 euros com antecedência ou até 400 euros se deixar para em cima da hora, e não importa o meio de transporte. Então, quem vier para cá, ou planeje todas as viagens com bastante antecedência ou traga muitos euros!!! J
Falando em euros, coisas baratas: queijos, vinhos, presunto Parma (nham!) e outros frios, frutas da época (cereja!!!!, damasco...). Morar é caro. Alugamos um apartamento (studio) bem barato, mas é bem sujinho e são 4 lances de escadas (cada um com 38 degraus ¬¬), o prédio é do século 18, seria lindinho se houvesse manutenção, mas está jogado às traças. E mesmo assim é um apartamento “bom”, pois tem privada e ducha dentro do apartamento ¬¬’. Achamos um hotel familiar (não sei por que tem esse nome, mas também é num desses prédios do século 18), mas parece que as camareiras não são muito confiáveis... Vida de estudante/turista não é fácil.
Outra coisa que não esperava de acordo com o que falavam é que encontramos até agora a maioria das pessoas muito simpáticas, très sympa! Não sei se é porque chegamos falando em francês com elas ou porque é lenda mesmo. Mas demos sorte! Até para fazer a carte navigo(carteirinha para todos os transportes dentro de Paris, muito útil, prática e barata!) recemos a ajuda de um senhor, muito simpático, que depois que percebeu que éramos de fora começou a falar italiano conosco (kkkkkk!!!) e quando dissemos que somos brèsiliennes ele sorriu e perguntou se sabíamos que nosso time seria o campeão mundial dessa copa. Nós dissemos que seria bom e ele afirmou que será, hahahaha. Parece que há uma torcida grande aqui para o Brasil nessa copa. Muitas camisetas da nossa seleção nas lojas e uma super movimentação para assistirem o jogo de sexta num telão numa praça a qual esqueci o nome. Talvez nós iremos.
Bom, o museu. Na verdade fico no prédio da entomologia que fica ao lado do museu, na Rue Buffon. Meu deus! Que bagunça! Tanta coisa legal, mas tana! De coleção didática e científica à literatura! E uma bagunça!!!! Belll como eu sofro!!!! E a poeira!!!
Estou numa salinha empoeirada, mas que um pouquinho de esforço ficava um xuxu! Gente, tá mais bagunçado que o nosso lab! Mas a coleção, ah a coleção! Quanta coisa! Ao mesmo tempo que dá uma alegria, dá um desespero. É muita coisa. E como o Matile foi organizado! Sou fã dele mesmo. Apesar está tudo uma confusão. Parece que aconteceu o seguinte: o Matile descobriu a doença em 1999 e faleceu abruptamente em 2000. Mas até pouco antes de adoecer muito e vir a falecer ele estava trabalhando, e muito. Segundo o Christophe, ele continuava um trabalho grande com Cluzobra. Não olhei as caixas todas de Mycetophilidae (isso inclui a coleção do Duret e a que o Matile construiu, é coisa para caramba!) mas as de Keroplatoidea sim. Ele identificava o material e o que ele tinha duvida ele deixava num cantinho com indicações, geralmente um interrogação e o que ele acha parecido (por exemplo: Urytalpa? sp. n. ou  Pyrtaula agrícola?) e vários grupinhos de gêneros separados na caixas por espécies novas, por descrever, separadas inclusive por morfotipos (sp. n. 1, sp. n. 2, sp. n. 2 etc), tudo muito organizado e muitas espécies para verificar e por descrever, inclusive em Mycetophilidae, muito muito muito!!! Mas depois que ele faleceu a coisa degringolou... Ninguém sabe onde estão os tipos que ele guardou em álcool, alguns espécimes foram emprestados e não foram anotados... Muitos tipos que constam no catálogo do Evenhuis eu ainda não encontrei. Outra coisa foi todo o material que ele emprestou mundo afora. Achei 12 caixas do MZUSP!!! E mais um com bichos do museu do Rio de Janeiro, e de outros lugares, Chile, Austrália, Havaí, África, EUA... E ninguém devolveu e nem vão acho, pois é muita coisa. E nessas caixas também tem a mesma coisa que na coleção dele e do Duret. Espécies por descrever, confirmar a identificação etc. Estou esperando para conhecer o Emmanuel. Ele trabalha aqui na coleção e pareceque sabe mais das coisas e é gentil.
Apesar da nossa baguncinha aí (não que eu goste dela a partir de agora, hehehe J) nosso laboratório tem uma infra muito boa. As lupas que estou usando são bem mais ou menos quando acostumamos com as daí, e as cadeiras são bem ruins também, Paulete, para ver cloropídeos aqui, só com muita fé, hehehe. Além de que está mega calor aqui e nada de ar condicionado e ah, não tem naftalina aqui!!!! Mas também encontrei uns alfinetes só com o pó dos Keroplatidae aqui, rs.
No mais, pagamos uns miquinhos claro, mas bem poucos para a surpresa de todos inclusive a minha. Tanto que não me recordo de nada engraçado. Talvez a Pri se lembre depois de algum. Meu francês ainda está bem limitado (apesar que já elogiaram a minha pronúncia do pouco que eu falo, hehehe) mas estou entendendo muito bem! Onde falei com um moço que falava mega acelerado e nem precisei pedir para ele falar plus doucement! Mas olha, entender as criancinhas francesas falando é um desafio!!!! Hahahaha Só entendo Maman Papa  e olhe lá! O duro é falar outra língua depois. Tem um equatoriano aqui, o Rafael (estuda Tabanidae) e foi uma piada conversarmos! O francês dele é muito bom, mas fomos falar em espanhol e/ou português!!!! Foi a maior mistura de portunholcês da terra! Como é difícil! Mas foi engraçado. E descobri que meu espagnol está péssimo! Kkkk
Saudades de todos aí, ainda não deu para sentir que vão ser 3 meses aqui, ainda parece “turismo”. Mas agora mudamos para uma casa fixa (por 1 mês e 15 dias) e acho que as coisas se assentam. Parece que estou aqui faz só uma semana mesmo, mas parece que faz mais de mês que não estou aí!
Escrevam também contando as novidades daí!

Je vous embrasse! À bientôt!

28 de jun. de 2009

Aos meus caros "Não Idiotas"...




"A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele. Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahahaha!... Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não. Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração! Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora? "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche"


Não sei de quem é o texto de fato... Deve ser algo entre Shakespeare, Arnaldo Jabor, Luís Fernando Veríssimo, Fernando Pessoa (rs, mas parece que na verdade é da escritora Ailin Aleixo)... Mas o que importa é a mensagem bem piegas, super filosofia barata, mas bem verdadeira. Dedico a todos as pessoas "sérias, profundas, pés no chão, cheias de conteúdo e não idiotas" que cruzaram a minha vida! Espero que algum dia elas esbarrem na felicidade! :)

P.S.: a imagem pertence ao "Bichinhos de Jardim", da Clara Gomes.

10 de mai. de 2009

Refletir...

O ser humano é triste. Naturalmente, ele é triste. Mas fazemos de tudo para parecer sermos felizes, por isso existem os amigos, a família, os jogos, a música, o álcool, as drogas, o sexo, só para citar as pricipais coisas que usamos para espantar a nossa natural tristeza.

Achamos que somos felizes por causa disso, mas quando você, concentrado em si mesmo, para para refletir profundamente sobre você, você se sente com frio e sozinho. Por isso, naturalmente, somos tristes.

Ninguém foge a regra.

O ser humano naturalmente é ser humano. Ele opta por sua condição.

Nossa condição é apenas humana, e inserida nela escolhemos sermos de fato felizes ou tristes. A maioria opta por ser triste mas fingir ser feliz. Quem opta por ser feliz e realmente o é, vive uma vida mais difícil, cheia de percalços e desilusões. Porque ser feliz não é a regra, é a exceção. Para ser feliz basta sê-lo. Não é necessário se apoiar em amigos, família, jogos, música, álcool, outras drogas, sexo e afins. Basta ser para ser feliz ou triste. Todas essas coisas são passageiras (inclusive família, amigos e tudo o mais) e um dia se perdem ou simplesmente acabam. Se isso acaba, se "torna" triste é porque você sempre foi triste. Você apenas ancorava sua mentira nesses alicerces. Você dependia disso para "ser feliz". Se você é feliz, simplesmente, as coisas vão e vêm e você se mantém feliz, mantém a beleza das coisas e da vida sempre em seu olhar.

Somos animais. Seres humanos, simplesmente animais. Que naturalmente querem ser algo que não são. Queremos generalizar a nossa condição de indivíduo. Sou um indivíduo triste e sou ser humano, portanto é condição intrínseca do ser humano ser triste. Isso acalenta. É mais fácil aceitarmos a nossa fraqueza e não lutar para mudar. Acomodar é mais cômodo. E me apoio na fraqueza alheia para ser fraco. Fujo de mim e olho para os outros. Busco a minha "felicidade" na tristeza alheia. Me sinto bem por me sentir importante para alguém.

Mas eu não preciso de ninguém. Humildade é para os fracos. Mas a humildade é característica dos que lutam e têm coragem de mudar.

Crescer e viver é cair, abaixar a cabeça e pedir uma mão alheia para levantarmos e seguirmos montanha acima.

Sentir-se frio e sozinho ao encontrar-se consigo medo é não conhecer-se, ou melhor, não ter coragem de se conhecer e enfrentar o risco de se assustar com quem és. Nem sempre somos aquilo que gostaríamos de ser ou que achamos o melhor. Se assumir é um risco a nós mesmos. Assumir o outro, a fraqueza alheia é mais simples. Somos fortes para o outro. Mas não suportamos o nosso próprio ser... É a bestialidade de acreditar na leveza... Ser é algo deveras pesado, e tentar ser leve é fugir e fechar os olhos para a vida...

Não existe unidade em nada. Portanto não existe apenas uma regra.

Queremos acreditar que todos estamos no mesmo balaio de gato. Mas cada um tem o seu balaio. Mas é muito solitário o balaio de cada um. Por isso cria-se um balaio para todos os seres humanos, para jogarmos lá dentro a condição humana da qual não podemos fugir... Será?

Sei bem por que escrevi isso. Porque tenho a rídicula mania de querer mudar o mundo. Esqueço que sou um grão de areia. E certas coisas me irritam.

Generalizações me irritam. Se há uma regra, ser exceção é a regra. Eu sou feliz. Isso me assusta. E cada vez mais acredito que sou mesmo. Meus valores são estranhos. Meus apegos. Tenho meu egoísmo, meu egocentrismo, minhas manias, meus grandes defeitos, e etc e tal... Mas conheço gente que compartilha das mesmas coisas que eu (ou imagino que sim). De modo dirente mas com a mesma essência. E é difícil ser assim. O mundo tenta te convencer que você é quem foge. Mas cada tombo que a gente leva e a cada que a gente acorda a gente vê uma realidade diferente... E é feliz por isso.

Mesmo tudo parecendo estar perdido e a gente parecendo estar sozinho...


T.S.M.

25 de fev. de 2009

Sobre divulgar...

Segue mais um texto oriundo da mesma discussão, publicado em setembro de 2007...

"Vamos partir do que o dicionário nos diz, Divulgação é a ação de divulgar; vulgarização, propagação, difusão. Divulgar (do latim divulgare) é tornar público ou notório; publicar; propagar, difundir, vulgarizar.

O Ib,o síntese é um veículo de divulgação. Através dele, nós, alunos e ex-alunos do IB, colocamos nossas idéias , opiniões , interesses , propagandas, atividades e as mais diversas informações .Compartilhamos.

Mas devemos nos restringir a esse espaço? Ao Instituto de Biociências de Botucatu? E o que tem fora do IB? E as pessoas que não se encontram dentro das dependências físicas ou intelectuais da nossa Universidade? Devem compartilhar conosco? E nós devemos compartilhar com eles? Se sim, o quê compartilhar?

Aqui é o nosso primeiro passo. Já foi o meu, sete anos atrás. E continuo fazendo dele um meio para divulgar minhas idéias, experiências e vivências. E através dele também posso repensar as mesmas, acrescentar pontos e talvez, quem sabe, mudar algumas percepções.

Antes de divulgar idéias e qualquer tipo de conhecimento devemos pensar o debate. Debate, que é troca de idéias em que se alegam razões pró ou contra, com vistas a uma conclusão. Não é mudar a idéia/opinão dos outros, é trocar informações a fim de que possamos construir nossas próprias opiniões e idéias, ou apenas confirmá-las ou até mesmo mudá-las. O debate enriquece o nosso conhecimento e nossa argumentação. Ele não é uma disputa a ser vencida. Ele não é o meio para se chegar ao que é certo e errado.

Voltaire parecia esta oferecendo as armas quando dizia "defina bem seus termos antes da discussão”. Disse-me um amigo no dia em que escrevia esse texto. E não é? Em algumas das discussões decorridas nesse jornal, notei que infelizmente por conta de problemas com definições de termos (além de parco conhecimento de regras básicas de escrita) as discussões se perderam e ao invés de esclarecer pontos aos leitores, trouxe mais turbidez ao que já é turvo.

O Português do Brasil já difícil desde sua gênese e história. O que requer mais ainda de nós quando vamos escrever, divulgar idéias através do papel. Quanta confusão não traz um termo mal definido, um verbo mal conjugado, uma vírgula mal colocada, uma preposição trocada por uma conjunção e assim por diante? São coisas 'pequenas', mas que devem ser atentadas no momento de compartilhar os saberes, seja com pessoas do nosso círculo e ainda mais, quando vamos divulgar à diversidade de pessoas que compõem a sociedade.

Divulgar para quê e para quem? Acho um questionamento importante para nos fazermos. Divulgar o quê? Ciência? Mas primeiro, o que é Ciência?

Acho um interessante ponto de partida, para todos nós. Primeiro, segundo, terceiro, quarto ano. Mestrado, doutorado, docentes... Não importa o grau de formação. Iniciar discussões e debates num espaço aberto e livre como este é um começo importante. Onde vai parar? Não sei... Espero que longe, bem longe... E que cada vez mais envolva mais pessoas e mais questionamentos, com ou sem respostas prontas e finais."

Os muros, o povo e os funcionários do povo

O texto que segue foi escrito por mim em março de 2007. Ele é fruto de uma série de discussões que foram publicadas no "IB, o Síntese", jornal editado pelos alunos da biologia do CAVJ (Centro Acadêmico V de Junho), do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu, onde eu me graduei em Biologia.
Talvez ele faça mais sentido dentro do contexto de toda a discussão, mas o cerne de tudo é haver espaço para discussão, divulgação de conhecimento e embasamento antes se afirmar qualquer coisa. Aí segue a minha pequena contribuição...

"Eu estudo 'pintos' de mosquitos neotropicais e um famoso órgão de fomento financia meu projeto. É um projeto importante dentro de um contexto mais amplo nas Ciências Zoológicas e Ambientais. Com resultados a longo prazo. Mas ele também não atravessa os tais muros. Discordo que a minha pesquisa é desligada do interesse social. Mas quem faz a pesquisa, NÓS biólogos, cientistas é que somos desligados do interesse social, somos NÓS que construímos esse muro, que não é de concreto e sim de (estúpidas) idéias, somos NÓS que não sabemos o que é Ciência e, portanto não cumprimos o nosso maior dever, divulgar o conhecimento científico.

“Ciência é ciência”. Isso me deixou triste. Ver que saímos da Universidade sem conseguir conceituar o que é Ciência. Ciência não é ciência. Precisamos antes de qualquer coisa, antes de nos enfiarmos num laboratório e começar a fazer "pesquisa" em Ciências, adotar uma definição de Ciência. Para isso precisamos ler, ler, ler bastante. Conhecer epistemologia, filosofia e história da ciência. Sim, aquelas matérias sem importância, que a gente assina a lista e sai para ir ao laboratório fazer a tal da "pesquisa".

Não é preciso fazer ou refazer o curso de Ciências Biológicas para acreditar que "o conhecimento científico por si só é de interesse público". Isso meu priminho sabe. O conhecimento, qualquer que seja é de interesse público. Mas se todos que não sabem o que é Divulgação Científica tiverem que refazer seus cursos... Ah, vai ser uma bagunça...

Pois é. Mesmo as nossas pesquisas tendo resultados a longo prazo (eu sequer sei se estarei viva para ver os primeiros resultados da minha), a nossa obrigação, o nosso retorno tem que ser imediato. E é aí que entra a tal da Divulgação da Ciência, que todo e qualquer biólogo tem a obrigação de fazer e fazer bem feito. Seja em que alcance for. Mas fazer com seriedade e compromisso. Os licenciandos e licenciados sabem, ou deveriam saber, com mais clareza e embasamento o significado disso. E alertar o quão

deficiente é a nossa divulgação da ciência, principalmente a qualidade dela.

Falta leitura. Falta saber BIOLOGIA aos biólogos. Falta ser biólogo. Falta humanidade. Falta muito...

A Universidade é um laboratório da ciência. Mas nós, os pesquisadores, é que não trabalhamos a serviço do povo. Somos péssimos funcionários. Uma elite fajuta. Com uma inércia vergonhosa e uma soberba triste."


A discussão se iniciou a partir dessa composição feitas por dois alunos da biologia... Não importando se o resultado agradaria ou não, o importante é que foi gerada discussão e reflexão, infelizmente algumas pessoas ainda crêem que em discussões há quem ganhe e quem perca, sendo sempre uma batalha, quando na verdade deveriam todos ganhar, uma vez que não existem verdades absolutas e toda e qualquer forma de conhecimento e forma de pensar enriquece a nossa mente e constrói o mundo que nos cerca...