20 de fev. de 2009

Culturas em risco

Das 6.700 línguas faladas no mundo, 2.500 estão ameaçadas, 190 no Brasil

O aquecimento do planeta não é a única ameaça global a pairar sobre a Humanidade neste início de século XXI. Estudo publicado ontem pela Unesco (a organização da ONU para Educação, Ciência e Cultura) comprovou o que ativistas sociais já alertavam: as culturas locais perdem cada vez mais espaço e podem mesmo desaparecer em pouco tempo. O documento revelou que das 6.700 mil línguas existentes no mundo, cerca de 2.500 estão ameaçadas de extinção — 190 delas no Brasil.

Os números fazem parte da terceira versão do “Atlas das Línguas em Perigo no Mundo”, o primeiro lançado desde 2001. O documento destaca o Brasil como país de grande diversidade linguística e frisa que há políticas sendo desenvolvidas com o intuito de recuperar muitas das línguas ameaçadas.

Ainda assim, o país aparece entre que mais apresentam línguas em risco — todas elas indígenas.

A nova versão do atlas, apresenta mudanças nos critérios de classificação das línguas em relação às anteriores.

Agora, uma língua é considerada “em perigo” quando as crianças já não a aprendem com suas famílias, como língua materna, e se tornam bilíngues passivos, ou seja, entendem, mas não falam.

Uma única pessoa fala livoniano

O documento estabelece quatro níveis de vitalidade para as línguas: “vulneráveis” (as crianças falam, mas é usada somente no âmbito familiar); “ameaçadas” e “seriamente ameaçadas” (quando apenas as pessoas mais idosas e em número cada vez menor a utilizam); e “em situação crítica” (só utilizada pelos idosos e, ainda assim, muito raramente).

A situação é dramática em muitos casos. Para se ter uma ideia, só existe um falante nativo de livoniano em todo o planeta, na Letônia. A língua Eyak, do Alasca, foi declarada oficialmente extinta no ano passado, quando a última pessoa capaz de falá-la morreu. Estes são apenas dois exemplos em 2.500, frisam os autores do documento.

De acordo com o documento, somente ao longo das três últimas gerações nada menos que 200 línguas se tornaram extintas e outras 199 são faladas por menos de dez pessoas. Mais de um quarto das 192 línguas que já foram usadas nas Nações Unidas desapareceram. Outras 71 são consideradas “seriamente ameaçadas”.

Na apresentação do novo atlas ontem, os linguistas responsáveis pelo trabalho frisaram que as línguas em perigo não estão restritas a países pequenos ou áreas remotas do globo. O Brasil é um bom exemplo disso. Além disso, os especialistas querem encorajar os imigrantes a preservarem suas línguas nativas.

— Línguas em risco são um fenômeno universal — afirmou o linguista australiano Christopher Moseley, um dos responsáveis pela edição do atlas.

Nos Estados Unidos foram registradas 192 línguas ameaçadas — a grande maioria também indígena.

É o caso de Gros Ventre, falada por menos de dez pessoas, em uma reserva no centro de Montana. Todas são bem idosas e nenhuma delas é fluente na língua. A última pessoa que a falava de forma fluente morreu em 1981. No norte do estado de Wisconsin há um caso semelhante.

Trata-se da língua menomonee, com apenas 35 falantes

Idiomas indígenas nas escolas

A Rússia também apresenta um número elevado de línguas ameaçadas, 136. Há línguas criticamente ameaçadas, como a tundra enets, falada somente em algumas poucas ilhas da região do Ártico, e aquela falada por apenas uma pessoa. Mas nem tudo está perdido, dizem os especialistas.

No caso do livoniano, por exemplo, a língua praticamente extinta vem sendo resgatada por alguns jovens e por meio da poesia. O mesmo estaria acontecendo no Brasil, segundo os especialistas. Das 190 línguas ameaçadas registradas aqui, alguma se encontram em estado bastante crítico, como o crenaque, idioma indígena do sudeste, falado por menos de dez pessoas. E algumas já extintas, como omaguá e xacriabá.

Mas, como frisa Marleen Habard, editora do atlas para as regiões andinas, os grupos indígenas da América do Sul estão na vanguarda mundial no que diz respeito à preservação de línguas. Eles pressionam seus governos para reconhecê-las e protegê-las. No caso específico do Brasil, muitas línguas da Amazônia, por conta da pressão das comunidades indígenas, têm sido ensinadas nas escolas, ao lado do português.

Na América Latina, o México aparece com 144 línguas ameaçadas. No Equador, com 20 línguas em perigo, se destaca o ressurgimento, nos últimos anos, da língua andoa, com apenas 100 palavras, e do zápara, que se acreditavam extintas e substituídas pelo quechua.

Foi um jornalista quem descobriu um pequeno grupo de falantes do andoa em 2000, na fronteira com o Peru. De sua parte, a Bolívia registra 39 línguas em risco — uma das mais baixas listagens da região. O Peru aparece com 62, e a Colômbia com 68.

Para o coordenador geral do atlas, Christopher Moseley, “seria ingênuo e simplista afirmar que as grandes línguas de passado colonial, como inglês, francês e espanhol, são sempre as responsáveis pela extinção das outras”. — Há um jogo de forças sutil — afirmou.

Para Françoise Riviere, diretora de cultura da Unesco, a noção da importância da preservação das línguas maternas é crescente. — Estamos ensinando às pessoas que a língua do país natal é importante, e que devemos nos orgulhar de nossa língua.

Raimundo, o último caixana

Das 190 línguas do Brasil apontadas pelo novo atlas da Unesco como ameaçadas, as que se encontram em situação mais grave são aquelas faladas por grupos de até dez pessoas. Ao todo, 33 línguas, a grande maioria na Amazônia, se encontram nessa situação e são consideradas criticamente ameaçadas.

Os casos mais dramáticos são os das línguas faladas por apenas uma pessoa. Há pelo menos dois exemplos disso no Brasil, no caso da língua apiaká, pertencente a um grupo original do norte do estado de Mato Grosso; e da caixana, no Amazonas, falada somente por Raimundo Avelino, de 78 anos, que vive na localidade de Limoeiro, em Japurá.

Várias outras línguas são listadas como tendo somente dois falantes nativos, como guarasu e curuaia, ambas na Região Norte.

(O Globo, 20/2)

Tem dias que a se sente assim...

... e hoje é um dia destes...

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

3 de fev. de 2009

As múmias do Llullaillaco

Esta é uma crônica que o jornalista Ari Peixoto escreveu sobre três crianças sacrificadas há 500 anos no topo de um vulcão. Muito interessante!!!

A primeira impressão é a de assombro. A gente se acostuma a imaginar múmias com bandagens dos pés à cabeça, sarcófagos, etc... Aí, encontra três crianças que foram sacrificadas há 500 anos e cujos corpos estão praticamente intactos! Difícil manter a boca fechada. Eu não consegui, principalmente por causa do estado de conservação, totalmente natural. Quem vê de perto, como eu vi, tem a nítida sensação de que, se tocar na múmia, ela vai despertar.

Há 500 anos, essas crianças saíram de Cuzco (Umbigo do Mundo, em quéchua), no Peru, e foram levadas para o topo do vulcão Llullaillaco, no norte argentino (em bom espanhol argentino, leia-se "Jujaijaco"), a mais ou menos 1500 quilômetros de distância.

O império Inca foi um Estado-Nação que existiu entre 1200 e 1550, quando os invasores espanhóis chegaram. Abrangia desde o norte do Equador até o noroeste da Argentina e o norte do Chile. Eram diversas nações e mais 700 idiomas diferentes, sendo o mais falado o quéchua (ou quíchua), que ainda é idioma corrente principalmente na Bolívia e no Equador.

A pé, cobrindo em média 25 quilômetros por dia, as crianças encararam com paciência e resignação aquela que seria a última viagem de suas vidas, em direção ao altar de sacrifícios. Para nós pode parecer chocante, mas na cultura Inca essas crianças eram preparadas para isso desde o nascimento. Todas vinham da elite incaica, tinham que ser perfeitas, sem defeitos físicos, e dotadas de uma beleza incomum. E é sempre bom lembrar que, de acordo com os preceitos locais, elas não morreriam; simplesmente passariam para o lado dos deuses e, de lá, olhariam pela comunidade a que pertenciam.

No alto da montanha sagrada, as crianças foram embriagadas com chica, bebida à base de milho, que existe até hoje – a diferença é que, naquele tempo, ela era feita de uma maneira, digamos, mais ortodoxa: o milho era mascado pelos adultos e a massa que surgia daí era cuspida num tacho, onde recebia aditivos naturais para acelerar a fermentação e ganhar um certo teor alcóolico. E foi assim, depois de beber muita chicha, já em coma alcóolico, que as crianças eram suavemente depositadas numa cova... e ali morriam rapidamente, pelo frio e pela asfixia.

Foram exatamente a baixa temperatura (em torno dos 20 graus negativos) e a ausência de luz os grandes responsáveis pela notável preservação dos corpos. Nenhum aditivo a mais, como faziam os egípcios ou os italianos, nas recém- descobertas múmias de Palermo.

Os arqueólogos argentinos que faziam parte da descoberta logo perceberam que, se não agissem rápido, o destino das múmias seria o exterior, principalmente os EUA. Por isso, criaram o Museu de Arqueologia de Alta Montanha, para abrigar a descoberta. As múmias são mantidas praticamente nas mesmas condições em que foram encontradas – ou seja, pouca luz e temperatura de 20 graus negativos. E, para evitar problemas, só uma é exibida por vez.

Sabe o que é mais legal de toda essa história? Os arqueólogos argentinos que entrevistei sabem aonde estão outras 30 múmias em igual estado de conservação, espalhadas pelo continente – mas, atendendo a apelos das comunidades indígenas, descendentes dos Incas, eles decidiram que vão deixar que elas permaneçam nas suas tumbas. Sem revelar a localização, claro. É uma demonstração de consciência do homem contemporâneo com relação ao passado da América do Sul.

Ari Peixoto

28 de jan. de 2009

Produtivismo vs. Produtividade

Para pensar um pouco...


"
No produtivismo o que domina é a mercantilização do mundo/da vida (ou seja, tudo é reduzido às leis do mercado), desprezando-se todo e qualquer outro valor que não esteja associado ao lucro. Sob esta ótica, a educação tem como objetivo, apenas, a melhora da performance no mercado de trabalho. Entendo que o resultado perverso do produtivismo na educação (ensino, pesquisa e extensão), além do privilégio da quantidade com a negação da qualidade, é a continuidade de uma formação fragmentada dos indivíduos. Pode-se adquirir competências técnicas, mas reduzidas capacidades sociais, políticas e humanas, afinal, para o produtivismo, o que conta é a operacionalidade, o valor de uso.(...)
Mas, o desenvolvimento de novos valores de vida só será possível 'o etos do produtivismo começar a ser amplamente questionado' (Giddens): no trabalho, em nossas relações com o consumo e em nossas relações com o outro, na estrutura educacional, etc. Este questionamento torna-se urgente na Universidade, no momento em que ela começa a ser entendida como uma empresa privada."

Holgonsi Soares Gonçalves Siqueira (Publicado no Jornal "A Razão" em 16.12.2004)

12 de jan. de 2009

Você é wallacista?

O texto abaixo eu retirei da seção "A Propósito" da REVISTA CH 251 de agosto de 2008, escrito por Franklin Rumjanek, professor titular do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.


Você é wallacista?
Artigo resgata importância do naturalista inglês que formulou teoria da seleção natural junto com Darwin

Impossível ficar alheio aos 150 anos, a serem completados em 2009, do livro A origem das espécies, do naturalista inglês Charles Darwin (1809-1882). É quase um dever celebrar essa obra, que marca uma mudança radical de pensamento humano em relação à natureza.

No entanto, dificilmente uma mudança desse porte resulta do trabalho de apenas um indivíduo. A história da ciência revela que grandes descobertas resultam invariavelmente de contribuições de diversos atores. No final da seqüência, alguém propõe uma teoria integradora e abrangente. O ato associativo característico das idéias revolucionárias pode envolver mais de uma cabeça, às vezes muitas. Na verdade, em ciência, descobertas simultâneas e independentes parecem constituir a norma, e são resignadamente consideradas pelos cientistas como ‘ossos do ofício’.

A teoria da seleção natural, é claro, não poderia ser exceção. Para começar, Darwin não teve um lampejo de inspiração, elaborando seu livro a partir do nada. Muitos trabalhos anteriores lançaram as sementes da visão evolucionista. Nessa trajetória pode ser destacado o próprio avô de Darwin, Erasmus Darwin (1731-1802), que muito antes já nutria a idéia da seleção natural. A mensagem do avô, sem dúvida, sedimentou-se subliminarmente no neto.

O francês Jean Baptiste de Lamarck (1744-1829) também foi fundamental como promotor dessa idéia. Darwin inclusive admite, em A origem das espécies, a idéia de Lamarck de que características adquiridas pelos seres vivos poderiam ser transmitidas aos descendentes. Conhecida como ‘herança de caracteres adquiridos’, tal idéia seria refutada mais tarde, quando os mecanismos genéticos ficaram conhecidos. Mas a ‘sombra’ de Darwin foi o também inglês Alfred Russel Wallace (1823-1913), que trilhou praticamente o mesmo caminho.


A mesma idéia

O naturalista inglês Alfred Wallace (1823-1913) formulou a teoria da seleção natural junto com Charles Darwin, de forma simultânea e independente.

Wallace colecionou besouros e os classificou de acordo com suas características anatômicas, realizou duas grandes viagens (uma à Amazônia e outra à Ásia), leu o economista Thomas Malthus (1766-1834) e finalmente escreveu o ensaio ‘Sobre a tendência das variedades de se distanciar indefinidamente a partir do tipo original’, enviado a Darwin, a quem Wallace admirava, para críticas e sugestões.

Esse ensaio continha a mesma idéia que o colega já ‘costurava’ há 20 anos. Foi essa consulta que precipitou a histórica apresentação conjunta dos dois trabalhos, em julho de 1858, na Sociedade Linneana, assim como a publicação de A origem das espécies.

Cabe aqui a pergunta: por que não nos referimos à teoria da seleção natural como ‘wallacismo’? Embora hoje vários autores tentem resgatar o papel igualmente importante de Wallace, a personalidade que o mundo reconhece nesse campo é sem dúvida a de Darwin. Ninguém faz peregrinação à casa de Wallace ou visita seu túmulo.

Diversas interpretações tentam explicar como Darwin obscureceu Wallace. As mais comuns invocam a maior envergadura de Darwin como naturalista e sua forte inserção no círculo acadêmico da época. Como dizem Andrew Berry e Janet Browne em artigo (‘O outro caçador de besouros’) publicado recentemente (26 de junho) na revista científica Nature, a posteridade invariavelmente ignora o segundo lugar.

Modéstia e satisfação
Mas por que esse ‘segundo lugar’? Pela cronologia registrada, Wallace poderia ter sido o primeiro a publicar a idéia da evolução por seleção natural. Não o fez talvez por insegurança e pela necessidade de obter a ‘bênção’ de Darwin antes de enfrentar as críticas que certamente viriam. Segundo Berry e Browne, o próprio Wallace teria contribuído para a equivocada noção de segundo lugar por sua postura genuinamente modesta e, sobretudo, de absoluta satisfação com o fato científico que emergiu. Ser coadjuvante nesse ‘drama’ já teria sido, para ele, suficientemente recompensador.

Algumas décadas mais tarde, outra personagem adotou a mesma atitude. A inglesa Rosalind Franklin (1920-1958), que indiretamente forneceu a James Watson dados experimentais fundamentais para a descrição da estrutura da molécula do DNA, ficou fascinada diante de um modelo correto, a ponto de não requerer para si uma parte dos louros. São exemplos raros de verdadeiros pioneiros que colocam a ciência acima do ego.

Franklin Rumjanek
Instituto de Bioquímica Médica,
Universidade Federal do Rio de Janeiro
franklin@bioqmed.ufrj.br

8 de jan. de 2009

2009!!!!


Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente…

…Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.

Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente…

Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!

Tempo

Carlos Drummond de Andrade

25 de nov. de 2008

Impressões

Buenos Aires - nov.2007


Foto: Rafaela L. Falaschi

Moi

Buenos Aires - nov.2007


Crescentia cujete




Fotos: Rafaela L. Falaschi

Em São José do Rio Preto, no Ibilce...

"Árvore brasileira também conhecida como calabaça ou árvore da cuia. Seu fruto, depois de lavado e seco, é utilizado como caixa de ressonância em berimbaus (instrumento musical afro-brasileiro). Não é usado como recipiente para água e alimentos porque pode ser tóxico, ao contrário da cabaça que é comestível.

Presente no cerrado no centro-oeste, sudeste, norte e nordeste do Brasil, seu nome científico é Crescentia cujete L.; Bignoniaceae. As sementes de elevado conteúdo proteico podem ser consumidas depois de cozidas." Fonte: Aqui!

9 de out. de 2008

The 2008 Ig Nobel Prize Winners

Que orgulho!!!!


The 2008 Ig Nobel Prizes were awarded on Thursday night, October 2, at the 18th First Annual Ig Nobel Prize Ceremony, at Harvard's Sanders Theatre.

NUTRITION PRIZE. Massimiliano Zampini of the University of Trento, Italy and Charles Spence of Oxford University, UK, for electronically modifying the sound of a potato chip to make the person chewing the chip believe it to be crisper and fresher than it really is.
REFERENCE: "The Role of Auditory Cues in Modulating the Perceived Crispness and Staleness of Potato Chips," Massimiliano Zampini and Charles Spence, Journal of Sensory Studies, vol. 19, October 2004, pp. 347-63.

PEACE PRIZE. The Swiss Federal Ethics Committee on Non-Human Biotechnology (ECNH) and the citizens of Switzerland for adopting the legal principle that plants have dignity.
REFERENCE: "The Dignity of Living Beings With Regard to Plants. Moral Consideration of Plants for Their Own Sake"
WHO ATTENDED THE CEREMONY: Urs Thurnherr, member of the committee.

ARCHAEOLOGY PRIZE. Astolfo G. Mello Araujo and José Carlos Marcelino of Universidade de São Paulo, Brazil, for measuring how the course of history, or at least the contents of an archaeological dig site, can be scrambled by the actions of a live armadillo.
REFERENCE: "The Role of Armadillos in the Movement of Archaeological Materials: An Experimental Approach," Astolfo G. Mello Araujo and José Carlos Marcelino, Geoarchaeology, vol. 18, no. 4, April 2003, pp. 433-60.

BIOLOGY PRIZE. Marie-Christine Cadiergues, Christel Joubert, and Michel Franc of Ecole Nationale Veterinaire de Toulouse, France for discovering that the fleas that live on a dog can jump higher than the fleas that live on a cat.
REFERENCE: "A Comparison of Jump Performances of the Dog Flea, Ctenocephalides canis (Curtis, 1826) and the Cat Flea, Ctenocephalides felis felis (Bouche, 1835)," M.C. Cadiergues, C. Joubert, and M. Franc, Veterinary Parasitology, vol. 92, no. 3, October 1, 2000, pp. 239-41.

MEDICINE PRIZE. Dan Ariely of Duke University (USA), Rebecca L. Waber of MIT (USA), Baba Shiv of Stanford University (USA), and Ziv Carmon of INSEAD (Singapore) for demonstrating that high-priced fake medicine is more effective than low-priced fake medicine..
REFERENCE: "Commercial Features of Placebo and Therapeutic Efficacy," Rebecca L. Waber; Baba Shiv; Ziv Carmon; Dan Ariely, Journal of the American Medical Association, March 5, 2008; 299: 1016-1017.
WHO ATTENDED THE CEREMONY: Dan Ariely

COGNITIVE SCIENCE PRIZE. Toshiyuki Nakagaki of Hokkaido University, Japan, Hiroyasu Yamada of Nagoya, Japan, Ryo Kobayashi of Hiroshima University, Atsushi Tero of Presto JST, Akio Ishiguro of Tohoku University, and Ágotá Tóth of the University of Szeged, Hungary, for discovering that slime molds can solve puzzles.
REFERENCE: "Intelligence: Maze-Solving by an Amoeboid Organism," Toshiyuki Nakagaki, Hiroyasu Yamada, and Ágota Tóth, Nature, vol. 407, September 2000, p. 470.
WHO ATTENDED THE CEREMONY: Toshiyuki Nakagaki, Ryo Kobayashi, Atsushi Tero

ECONOMICS PRIZE. Geoffrey Miller, Joshua Tybur and Brent Jordan of the University of New Mexico, USA, for discovering that a professional lap dancer's ovulatory cycle affects her tip earnings.
REFERENCE: "Ovulatory Cycle Effects on Tip Earnings by Lap Dancers: Economic Evidence for Human Estrus?" Geoffrey Miller, Joshua M. Tybur, Brent D. Jordan, Evolution and Human Behavior, vol. 28, 2007, pp. 375-81.
WHO ATTENDED THE CEREMONY: Geoffrey Miller and Brent Jordan

PHYSICS PRIZE. Dorian Raymer of the Ocean Observatories Initiative at Scripps Institution of Oceanography, USA, and Douglas Smith of the University of California, San Diego, USA, for proving mathematically that heaps of string or hair or almost anything else will inevitably tangle themselves up in knots.
REFERENCE: "Spontaneous Knotting of an Agitated String," Dorian M. Raymer and Douglas E. Smith, Proceedings of the National Academy of Sciences, vol. 104, no. 42, October 16, 2007, pp. 16432-7.
WHO ATTENDED THE CEREMONY: Dorian Raymer

CHEMISTRY PRIZE. Sharee A. Umpierre of the University of Puerto Rico, Joseph A. Hill of The Fertility Centers of New England (USA), Deborah J. Anderson of Boston University School of Medicine and Harvard Medical School (USA), for discovering that Coca-Cola is an effective spermicide, and to Chuang-Ye Hong of Taipei Medical University (Taiwan), C.C. Shieh, P. Wu, and B.N. Chiang (all of Taiwan) for discovering that it is not.
REFERENCE: "Effect of 'Coke' on Sperm Motility," Sharee A. Umpierre, Joseph A. Hill, and Deborah J. Anderson, New England Journal of Medicine, 1985, vol. 313, no. 21, p. 1351.
REFERENCE: "The Spermicidal Potency of Coca-Cola and Pepsi-Cola," C.Y. Hong, C.C. Shieh, P. Wu, and B.N. Chiang, Human Toxicology, vol. 6, no. 5, September 1987, pp. 395-6. [NOTE: THE JOURNAL LATER CHANGED ITS NAME. NOW CALLED "Human & experimental toxicology"]
WHO ATTENDED THE CEREMONY: Deborah Anderson, and C.Y. Hong's daughter Wan Hong

LITERATURE PRIZE. David Sims of Cass Business School. London, UK, for his lovingly written study "You Bastard: A Narrative Exploration of the Experience of Indignation within Organizations."
REFERENCE: "You Bastard: A Narrative Exploration of the Experience of Indignation within Organizations," David Sims, Organization Studies, vol. 26, no. 11, 2005, pp. 1625-40.
WHO ATTENDED THE CEREMONY: David Sims